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terça-feira, março 14, 2006

Turn the TV off

Love is All - Nine Times That Same Song

Levo semanas a ouvir o disco, sem saber ainda como classifica-lo. Comparam-nos aos Yeah Yeah Yeahs, mas são muito mais lo-fi, soam muito mais genuínos e parecem muito menos arrogantes; fala-se em Blondie, ok, mas não é isso. Eu digo que o saxofone tem os seus momentos Psychedelic Furs, mas também tem algo de Madness, quando não se solta noutras direcções. Pulp? Também. Para sublinhar a confusão acrescente-se que do lo-fi exala uma energia infindável, que a entrega é genuinamente ingénua e que o álbum transpira amor, alegria e rara frescura. Será a Primavera antecipada?
São suecos e Nine Times That Same Song tem o selo What’s Your Rupture?, uma editora(zinha?) incrivelmente indie, mas que se prepara para, com um sorriso nos lábios, nos brindar a tromba com sobremesas de nome caUSE coMOTION baby ou Long Blondes.
Agora, é pegar no disco, desligar a TV; Love is All - o remédio para sorrir e dançar!
Disponível nas melhores farmácias.

sexta-feira, março 10, 2006

Rebellious Jukebox



Por vezes é preciso parar para respirar. Já devem também ter reparado que por aqui há um gosto pelas capas dos discos. Estes foram a minha companhia ao longo dos últimos tempos e só a falta de tempo me impede de falar deles, como de resto mereciam; não lhes posso chamar sobras de 2005, porque de facto, de sobra nada têm. São, isso sim, todos muito bons.
Se os virem por aí, dêem-lhes a oportunidades que merecem!

segunda-feira, março 06, 2006

Shooting Icicles

Wilderness – Vessel States

Dura apenas uma mão cheia de dias o post que aguça o apetite para Vessel States, 2º álbum dos já magníficos Wilderness e ao qual aparentemente só em Abril a Gravilha deitaria a mão e o ouvido. No entanto, como um desejo pedido a um biónico mágico da lamparina, Vessel States chegou. E mais que não desiludir – o que por si só já seria um feito – deixa-me outra vez de rastos. A marca é uma subtil evolução, de onde sobressai a guitarra - mais lenta e mais límpida, menos escondida, a fazer lembrar Maurice Deebank dos Felt era The Splendour of Fear / The Strange Idols Pattern and Other Short Stories – e a voz vulcão de James Johnson, agora com a lava mais à superfície num misto de raiva e frustração ainda mais dorido (mesmo que, adivinha-se, sem conseguir escapar à comparação preguiçosa com John Lydon). A bateria-trovão continua bateria-trovão; o baixo, não parece, mas está lá.
The Blood Is On The Wall, Beautiful Alarms, Emergency, Last, Fever Pitch,
Death Verses, sucessivos ricochetes na escuridão até Towered, a antecâmara da explosão fantasmagórica que é Gravity Bent Light; Vessel States é outro buraco negro ao qual não adianta resistir – a repetição em Monumental serve de prova real.
Wilderness. Obra-prima nº 2.

quinta-feira, março 02, 2006

Welcome To The Hard Times. You're Late

Já por aqui se tinha falado da Skyscraper Magazine; o número 20 (Winter 2006) saiu e chega mais uma vez carregado de excelentes entrevistas, reveladores perfis de novas bandas e esclarecedoras reviews de centenas de novas edições. Sem dúvidas sobre a temática da publicação – indie e só, se é que assim se pode falar – reconheça-se no entanto a diversidade dos sub-géneros abrangidos e a pluralidade dos escribas de serviço. Entre novidades fresquinhas, isto é, bandas que nunca tínhamos ouvido ou sequer ouvido falar, e alguns dos nomes/discos que já vão fazendo as nossas delicias - a publicação é trimestral e as noticias agora correm depressa -, ficam alguns dos tópicos que os mais assíduos na Gravilha não deveriam perder: Wilderness (entrevista), Quintron & Miss Pussycat, Intelligence, Vaz, Prurient, Indian Jewelry, XBXRX, The Planet The e muito, muito mais. Como referido em post anterior, a aquisição na Europa é mais ou menos complicada, no entanto, e depois de alguma pesquisa, funcionou o contacto da Deleted Art, uma das distribuidoras da Skyscraper do lado de cá do Atlântico, que com um serviço eficiente e simpático consegue, a partir da Suécia, pôr em Portugal a coisa em pouco tempo e por pouco dinheiro; ainda mais surpreendente foi a descoberta do excelente catálogo da Deleted Art na sua vertente de editora discográfica, do qual há a destacar:
CURSE OF THE BIRTHMARK - Welcome To The Hard Times... You're Late (EP 12”)
THE MAE SHI – Go Zbra (CD)
EXPERIMENTAL DENTAL SCHOOL - 2½ Creatures (CD)

sem esquecer o Dreamed Yellow Swans dos D YELLOW SWANS

Não se recomendam, portanto, atrasos na leitura e audições!