s. f., gravilha@gmail.com

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Secret Joy

The Moaners - Dark Snack

Blues-rock com toque country a la Pavement; maquilhagem qb sobre discreto girl-power em dupla guitarra-bateria sem o virtuosismo nem a pretensão dos White Stripes. Meninas crescidas com uma particular admiração por felinos e casamentos anteriores com Trailer Bride e Grand National, que tocam pelo gozo e só. O perfume encanta, seduz e não engana.
They rock and don’t give a shit!
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quinta-feira, janeiro 19, 2006

CAN YOU HEAR ME?

Blood on the Wall – Awesomer

Esgota-se um ano no calendário, fica a musica que se ouviu, fica muita outra por ouvir. E é bom saber que enquanto 2006 não vai de prego a fundo, ainda há uns quantos esquecidos que nos deixam aos pulos de tanto entusiasmo.
Alma Pixie-Breederesque em oração aos demónios Violent Femmes, fantasmas Sonic Youth e a caveira dos Cramps; rock que escorre, punk-pop a borbulhar, brotam sem parar canções cheias de fumo verde - não há formula para lhes resistir! Saltem, gritem, dancem… rendam-se! Os Blood on the Wall vão possuir-vos...
Awesomer, nem mais.

sábado, janeiro 14, 2006

Orgasmatron

Electrelane - Rock it to the moon

Data de 2001 o álbum de estreia das Electrelane e estava há já algum tempo esgotado; a reedição chega via Too Pure (a preço reduzido, ainda por cima!). Para quem só agora o conhecer vai provavelmente achar que esteticamente está algures entre o Power Out e o Axes, podia ser o álbum de transição, é verdade, mas não é; Rock it to the Moon é a referência, é a inspiração, é a raiz… e o raio do órgão é uma autêntica head massage. Imprescindível é o que é!
Rock it to the moon!

terça-feira, janeiro 10, 2006

Goodbye Toulouse

Nocturna Urbania

De baptismo inspirado numa canção dos Stranglers mas geneticamente pertencentes a linhagens Mão Morta e Santa Maria Gasolina em Teu Ventre surgem, ainda em processo de socialização, e pela mão da Merzbau, os Goodbye Toulouse num interessante EP de cinco temas em ritmo lento e ambientes urbanos negros e decadentes.
E se Urbe parece à primeira não mais que um traço dessa óbvia ascendência, as audições revelam muito interessantes diálogos guitarra-percussão e louvável sentido de experimentação; é no entanto na electrónica de “Demência, Caos” que se vislumbram asas para os voos que se seguem.
Enquanto não se dá a descolagem definitiva, os voos rasantes passam por “Nocturna Urbania” e “Há predadores trucidando presas dentro de mim”.
A vossa atenção, portanto, não só para os Goodbye Toulouse, mas também para todo o catálogo da netlabel Merzbau e para algo de muito interessante que está a acontecer com epicentro no eixo Lisboa-Barreiro e réplicas noutros locais deste país. E está a acontecer agora!
A Musica é livre, aqui.